Em 1950 foi criado o Departamento de Pesquisas em Artes Gráficas (DPAG), vinculado ao Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP). Em 1959 se deu a criação da Associação Brasileira de Técnicos Gráficos (ABTG) com objetivo de pesquisar, discutir e divulgar assuntos técnicos em nível nacional.
Década de 60
Em 1962, a ABTG foi declarada entidade de Utilidade Pública pelo Governo do Estado de São Paulo. Naquele período, a entidade começou a colaborar com artigos técnicos na Revista Remag, além de lançar um manual técnico em artes gráficas: "Offset - Processo de Produção de Chapas".
Década de 70
A entidade alterou seus estatutos e a razão social para Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica. O quadro social cresceu 65% e foram firmados os primeiros acordos internacionais com entidades congêneres dos Estados Unidos, Alemanha e Itália. Na mesma época, foi criada a Escola Senai Theobaldo De Nigris, marcando o início de uma importante parceria.
Década de 80
Mudanças estruturais promoveram maior integração entre a ABTG e a Abigraf. Juntas, passaram a trabalhar pela implantação do ensino superior de artes gráficas. A ABTG ampliou o atendimento, incluindo, além dos técnicos gráficos, os empresários do setor. Pesquisas sobre tecnologia gráfica passaram a ser desenvolvidas em convênio com o Senai.
Década de 90
Com o objetivo de estimular a qualidade, em 1991 foi criado o Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, reconhecido como o mais importante do setor no Brasil. Em 1995 a ABTG foi credenciada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) como Organismo de Normalização Setorial de Tecnologia Gráfica - ONS 27. Lançou o Boletim Técnico ABTG/SENAI, publicação técnica bimestral das duas entidades. Em 1997, pela primeira vez no Hemisfério Sul, a ABTG recebeu uma reunião do TC 130 (Technical Committee of Graphic Technology), grupo de normalização da ISO para o setor gráfico. No mesmo ano, foi criado o Grupo de Impressores com Rotativa Offset (GIRO). Em 1999, foi lançado o MOPE - Manual de Orientação para Produção Editorial.
2000
A ABTG foi certificada pelo Sistema da Qualidade ISO 9001:2000, nas atividades do ONS 27.
2001
Foram lançados o "Mini-Dicionário de Termos Técnicos Normalizados" e o "Guia Prático de Orientação para Questões de Gestão Ambiental na Indústria Gráfica". A entidade teve o escopo do Sistema da Qualidade ISO 9001:2000 ampliado para as atividades do Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini.
2002
A ABTG recebeu, pela segunda vez, o Encontro Técnico Internacional do TC 130. Foram lançados o "Anuário do GIRO" e a "Cartilha PDF/X-1a - Guia Prático do Novo Padrão Internacional de Arquivos para Uso Gráfico". O Boletim Técnico Tecnologia Gráfica transformou-se na Revista Tecnologia Gráfica. A associação criou uma série de projetos inovadores, entre eles o Check-Up - ferramenta de Diagnóstico de RH, o Qualivendas, consultoria para capacitação e desenvolvimento de equipes comerciais e a Integração de Processos Gráficos, projeto de padronização, interrelacionamento e controle dos processos produtivos de offset e pré-impressão.
2003
A ABTG certificou-se como entidade padrão de qualidade em seus produtos e serviços ISO 9001:2000 (núcleos de Consultoria, Normalização e Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini). No âmbito da Normalização, foram instaladas mais duas comissões de estudo do ONS 27: "Rótulos e Etiquetas Adesivas" e "Impressos de Documentos de Segurança".
2004
O ano registrou números recordes no Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini. Foram inscritos 1.806 produtos, representando um crescimento de 15%. Já o número de empresas cresceu 27% em relação a 2003. A base geográfica teve o maior recorde: o número de estados participantes subiu para 14, contra oito em 2003.
2005
A ABTG, sempre preocupada com as necessidades do mercado gráfico, lançou a Escola de Vendas "Mário César de Camargo", o primeiro curso destinado ao aperfeiçoamento dos vendedores do setor gráfico. Recebeu, pela terceira vez, técnicos e especialistas do mundo inteiro para o Encontro Técnico Internacional da ISO - TC 130.
2006
Somente nos primeiros oito meses do ano, sob coordenação da direção do ONS 27, os grupos responsáveis pela elaboração de normas técnicas realizaram 64 reuniões para padronização de produtos gráficos. O resultado foi a publicação de doze 12 normas técnicas neste ano.
2007
A ABTG foi reconhecida oficialmente como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o que lhe permitirá ampliar sua atuação para todo o País. Naquele ano, o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini agregou um ciclo de debates, com a finalidade de difundir conhecimento entre os profissionais do setor.
2008
Foi criada a consultoria ABTG Júnior e o SebraeTec, programas voltados para atender as pequenas empresas, que compõem mais de 80% do setor no Brasil. Pela primeira vez foram realizados os eventos "Fórum de Pesquisa Tecnológica" e "Semana do Meio Ambiente da Indústria Gráfica". Na área de publicações, foi lançado o livro biográfico "Como uma Pipa no Ar: Fernando Pini, um mestre da comunicação gráfica", sobre o técnico gráfico que empresta seu nome ao maior concurso gráfico do País.
2009
Em comemoração ao jubileu da entidade foi lançado o livro “ABTG 50 anos – A Construção do Futuro”. Outro importante registro é o recorde de inscrições no 19º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, que recebeu 1.331 trabalhos. A entidade passou a oferecer consultoria às empresas que desejam obter os selos do Forest Stewardship Council (FSC)e do Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor).
2010
A entidade prestou serviços a empresas gráficas de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal e realizou a vigésima edição do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. No período, destaca-se a organização de mais um encontro do grupo internacional de normalização ISO/TC 130.
2011
Neste ano a ABTG foi parte importante do acompanhamento de licitações públicas como da produção das provas (ENEM e Prova Brasil), assim como acompanhamento da produção do ENAD. Foram treinados pela ABTG mais de 6.300 clientes e cerca de 1.050 empresas. O grupo DIGITEC foi reativado e atuou de forma bastante intensa no setor de impressão digital.