Como, quando e porque usar um densitômetro. Essa foi a pauta da palestra ministrada no dia 20 de fevereiro, na ABTG, dentro do ciclo de palestras técnicas do Giro. Para falar sobre o tema, a entidade convidou Vinícius Nato Machado, assessor técnico da Sun Chemical, que está cursando o último semestre do Curso Superior de Tecnologia Gráfica no Senai.
O técnico começou fazendo um comparativo entre o olho humano e o densitômetro, mostrando as várias limitações da visão. O olho está sujeito à fadiga da retina, causada pela exposição a cores intensas, bem comointensas por tempo prolongado, bem como o cérebro possui uma fraca memória de cor. Para fazer a comparação entre duas cores é preciso, sempre, colocá-las lado a lado. Através de vários exemplos, Vinícius demonstrou como o olho humano pode se enganar, citando situações que podem interferir na observação das cores, como o daltonismo cores. Um(doença que afeta um em cada 13 homens e uma em cada 300 mulheres sofrem de daltonismo. Iluminação inadequada afeta (mulheres), condições de iluminação inadequada as quais afetam diretamente a percepção da cor, da mesma forma que a fadiga, o estresse, o desgaste da visão com o passar dos anos e as próprias condições ambientais, também influem. Isso não significa, contudo, que não se deva confiar na visão. O densitômetro não substitui o olho humano. Ele não detecta vários problemas, como marcas na rolaria alguns defeitos de impressão ou riscos na chapa. Ele é, sim, uma ferramenta que nos auxilia a corrigir algumas limitações da visão. Com seus resultados numéricos, o densitômetro gera informações precisas que facilitarão o diálogo com o cliente e com a área de pré-impressão. Essa é a função mais importante do densitômetro, ou seja, possibilita o fluxo de informações precisas, permitindo que correções e ajustes sejam feitos previamente. Antes de abordar o densitômetro, Vinícius Nato falou, ainda, um pouco sobre a teoria das cores e sobre a luz e suas unidades de medida (kelvin e lux), uma vez que a cor só é percebida quando o olho humano recebe um estímulo luminoso.
Como avaliar o impresso
Sempre que for possível, como enfatizou o técnico, a leitura do densitômetro deve ser feita nas tiras de controle. Quanto mais larga for a tira melhor será a avaliação do densitômetro. Porém, pela falta de espaço nas laterais do papel que acontece na impressão offset rotativa, essas tiras variam entre 3mm e 1mm. Já existem densitômetros podem variar entre 5mm e 1,7 mm. Já existem equipamentos capazes de ler tiras com 0, 7 1,7 mm. Por isso, não há mais como dizer que não se tem espaço para a impressão utilização das tiras, comentou Vinícius Machado. Nato. Para identificar qual equipamento utilizar, é preciso saber que existem dois tipos de densitômetro: o de reflexão e o de transmissão. O primeiro é empregado para medir a densidade da cor em impressos opacos e nas chapas, e o segundo em materiais translúcidos. Assim, o densitômetro de transmissão reflexão é usado durante o processo de impressão e o de transmissão na pré-impressão. O densitômetro de reflexão, foco da palestra, é composto por uma fonte luminosa, um filtro infravermelho, uma abertura e lentes que concentram focam a luz. O aparelho emite um feixe de luz, que atravessa esses elementos e bate no impresso. Os Somente os raios refletidos num ângulo de 45° passam por filtros de cores, por um sensor, chegando ao amplificador, que transforma a densidade ótica recebida em um valor, obtido através de um cálculo logarítmico. Assim, o que determina a densidade da cor no densitômetro é a relação entre a luz incidente e a luz refletida. Em conseqüência, quanto maior a carga de tinta sobre o impresso maior a densidade, pois a reflexão será maior. quantidade de luz refletida será menor. Porém, existe um limite nessa parábola. matemático neste tipo de aparelho Chega um determinado momento que, devido à equação logarítmica a equação logarítmica, utilizada por mais tinta que se adicione, o número obtido no densitômetro não sobe aumenta mais na mesma proporção. Somando-se a isso o ponto de saturação limite de transferência da própria tinta, podemos considerar que resultados acima dade densidade 2 significam muito acima dos padrões podem significar que estamos jogando tinta fora. Alguns detalhes devem ser observados na escolha e no uso de um densitômetro. Filtros de cor - Quando o objetivo é a padronização do processo de impressão, é fundamental que se especifique qual tipo de filtro de cor o aparelho utiliza. Ele pode ser de banda larga ou estreita, e os resultados diferem bastante de um para o outro. É importante, também, estar atento ao prazo de validade do filtro, dos filtros, que são normalmente de dois anos. Abertura - A abertura varia de um modelo para o outro (3 mm, 2 mm, ex. 3,2 mm e 1,7 mm) e tem de ser condizente ao tamanho da tira de controle que a máquina imprime. irá utilizar. Filtro polarizador - Não se pode esquecer de verificar se o aparelho possui ou não o filtro polarizador. Esse filtro, de cor cinza, serve para tirar a interferência do brilho durante a leitura. Sem ele, o densitômetro pode entender o brilho como intensidade de luz, captar o brilho em seu sensor e interpreta-lo como densidade, comprometendo o resultado. Validade da placa de calibração É ela que transforma a densidade de luz em um logaritmo Placa de calibração É ela que traz a referência de densidade para se efetuar a calibração do aparelho. Se ela estiver estragada ou suja, o densitômetro será calibrado com referências erradas, fazendo com que todas as medições feitas com ele sejam incorretas. Normalmente a validade varia de seis meses à a dois anos. Além dessas variantes, a configuração do aparelho também muda. Existem os modelos manuais, mais baratos e também mais lentos (consomem de 15 a 20 minutos para fazer a leitura de um impresso, frente e verso), e os de varredura, que trabalham como um scanner e demandam em média 15 20 nessa tarefa. Os Existem dois tipos de densitômetros de varredura podem estar numa unidade acoplada à impressora, para a qual o operador tem de levar varredura. Os que efetuam a leitura do caderno depois que saiu da impressora, necessitando que operador busque o material impresso para fazer a leitura, ou acoplados ao tinteiro de impressora, executando a leitura na velocidade se fazer à leitura. Esse tipo de densitômetro pode ou não ser acoplado aos tinteiros da máquina para que seja possível um ajuste automático. O outro tipo é colocado como uma unidade na impressora, após os chill rolls, lendo a tira da impressão. Ambos realizam os ajustem necessários automaticamente a partir dos dados da leitura de controle na velocidade da máquina, faz automaticamente o ajuste da carga de tinta, diminuindo, assim, o desperdiço de material e tempo. Ambos necessitam de pré-ajustes eficientes para que o retorno do investimento ocorra em um curto espaço de tempo.
Funções do densitômetro
O densitômetro tem várias funções. Ele analisa e transforma em valores. As principais delas são: Densidade da cor A medição da densidade da cor permite o ajuste da carga de tinta e a padronização da impressão. Ela deve ser medida nas tiras de controle. Na falta delas, a medição deve pode ser realizada em áreas chapadas. Ganho de ponto O ganho de ponto é o aumento na dimensão do ponto de retícula, inerente ao processo mecânico de impressão. A medição desse ganho determina como os pontos estão sendo reproduzidos, informação preciosa para a pré-impressão, que pode então compensar na geração dos filmes ou das chapas (CTP) o ganho de ponto da máquina impressora. Muitos fatores interferem no ganho de ponto, como carga de tinta excessiva, balanço de água/tinta, chapas, condições da impressora, tipo de tinta e de papel. O ganho de ponto deve ser medido em área de retículas e meios tons nos meios tons (retículas) e nos chapados. Contraste de impressão Ele está relacionado com o nível de detalhamento da imagem impressa, quando comparado a à densidade. Ou seja, através do contraste pode-se determinar a maior densidade possível com o menor ganho de ponto. Quanto maior o contraste melhor o maior o número de detalhes observados impresso está sendo reproduzido (mais detalhes). O contraste deve ser medido nas áreas chapadas (100%) e nas áreas de retícula (75%). Trapping O trapping é o percentual de aceitação da cor subseqüente sobre a cor já impressa. Quanto maior o trapping maior a gama de cores que podem ser reproduzidas. Vários fatores podem interferir nessa sobreposição: seqüência de impressão, tack (pegajosidade) das tintas, estabilidade de tack, característica de transferência, intervalo de uma cor sobre a outra, velocidade de impressão, características do papel e da blanqueta. O trapping é medido nos steps de 100% (sólidos) e nas sobreposições das cores (verde, vermelho e azul). Numa escala de 0 a 100%, resultados obtidos pelo densitômetro menores que 75% já indicam problemas.
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O que é um densitômetro?
O densitômetro é um instrumento eletrônico de controle de processo utilizado para medir a densidade óptica em reproduções impressas ou transparências. Na impressão ele é empregado para a análise das provas em relação aos valores referenciais, para o ajuste da carga de impressão e no controle da uniformidade e estabilidade da cor impressa. Todas as suas funções geram valores numéricos, que podem ser representados graficamente e utilizados no controle do processo de impressão.